Qua, 28 de Dezembro de 2011 02:17
BRASÍLIA - A Campanha Nacional do Desarmamento recolheu neste ano cerca de 37 mil armas de todos os portes, de acordo com balanço publicado nesta terça (27) pelo Ministério da Justiça. A população entregou, ainda, 151 mil munições desde maio de 2011. Os dados fazem referência aos artefatos entregues até as 11h desta terça (27)
De todas as armas entregues pela população, os revólveres representam mais de 18 mil unidades. A campanha deste ano preserva a identidade de quem entregou os artefatos, o que, segundo o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, justifica o aumento no número de armas de grande porte recolhidas: foram pouco mais de 7,6 mil (20%) entregues em 2011, entre elas 500 rifles, 95 fuzis, cinco metralhadoras e cinco submetralhadoras.
"O anonimato é significativo porque das 37 mil armas entregues, 80% foram sob anonimato. Isso mostra que o cidadão tinha comprado a arma de maneira clandestina, mas por ter medo da origem da arma, não fazia a devolução", disse. A pretensão do governo é expandir o número de postos de devolução das armas, hoje são 1,8 mil.
Ainda na terça (27), Luiz Paulo Barreto, renovou o convênio entre o governo e o Banco do Brasil para a continuidade da campanha no ano que vêm . Quem entrega uma arma ou munição tem direito a indenização que varia de R$ 100 e R$ 300. O cidadão pode sacar o dinheiro em qualquer agência do banco após 24 horas da devolução e em até 30 dias. Neste ano, o governo desembolsou R$ 3,5 milhões em pagamentos feitos a quem entregou algum artefato. O orçamento reservado para este fim era de R$ 9 milhões, mesmo valor previsto para o próximo ano.
Barreto pontua que a campanha vai continuar em 2012, mas haverá modificações em seu formato. "Vamos manter o anonimato, a agilidade no pagamento e, principalmente, a política de inutilizar a arma. Os postos foram orientados com marreta, prensa, promover isso na frente do cidadão para que ele tenha certeza de que a arma que ele devolveu não voltará às ruas, não voltará ao crime. Gerou maior segurança, confiança do cidadão quanto à campanha", afirmou.
Agência Brasil/Liberdade FM