Sex, 21 de Outubro de 2011 19:18
BELO HORIZONTE - A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou que há um surto de meningite em Ouro Branco, na região Central do Estado. Ontem, mais três casos da doença foram confirmados na cidade. U ma campanha de vacinação em massa foi anunciada para a próxima segunda-feira. Os infectados, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Ouro Branco, são três adolescentes moradores da cidade. Dois têm 14 anos e o terceiro, 12. Eles estão internados no Hospital Municipal Raimundo Campos. Ao todo, sete pessoas tiveram diagnóstico da doença atestado em exames de laboratório, neste ano, na cidade. Foram três mortes - duas em agosto e uma na última sexta-feira, a de um operário de 19 anos contratado pela empresa Paranasa, terceirizada da Gerdau Açominas, para trabalhar numa obra de expansão da siderúrgica.
Ao todo, 18 pessoas estão internadas em hospitais da cidade - 14 são operários da Paranasa, um é trabalhador contratado de outra empreiteira e os três últimos são os adolescentes que tiveram diagnóstico confirmado ontem. A suspeita é que o surto tenha se iniciado em um dos dois alojamentos de operários da Paranasa. Em coletiva à imprensa ontem pela manhã, o secretário de Saúde, Antônio Jorge, admitiu que a bactéria tenha sido "importada" do Nordeste, região de origem da maioria dos trabalhadores instalados em Ouro Branco. A vacinação em massa marcada para começar na próxima segunda-feira na cidade seguirá até 4 de novembro, quando o governo espera distribuir as 22 mil doses injetáveis. Ouro Branco tem 35 mil habitantes.
A prioridade, segundo o secretário de Estado, são as pessoas com idades entre 4 e 30 anos, que formam o público mais vulnerável à doença. Os estudantes da Universidade Federal de São João Del Rei, que tem campus em Ouro Branco, e os trabalhadores de outros municípios também serão vacinados. A vacina estará disponível nos dez postos de saúde da cidade, entre 8h e 18h, de segunda a sexta. Haverá pontos de vacinação também nos alojamentos e na universidade.
Em Minas Gerais, há campanha para doença a cada seis anos. São imunizadas, com três doses, crianças com menos de 2 anos. A vacina, contra-indicada para grávidas e pessoas que tenham alergia aos componentes da imunização, pode provocar dores no corpo, febre e mal estar. A vacina só começa a fazer efeito de dez a 15 dias após a imunização. De acordo com diretor de doenças e agravos transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde, Marcelo Mascarenhas, a vacinação em massa é uma medida com resultado a longo prazo que visa evitar contaminações posteriores.
O Tempo/Liberdade FM