Qua, 11 de Janeiro de 2012 09:57
MIRABELA - As denúncias sobre a precariedade da delegacia de Mirabela, no Norte de Minas, não foram suficientes para mudar a realidade dos policiais civis que trabalham no local. As consequências foram vistas no último fim de semana. Na madrugada de domingo, o espaço foi arrombado. Dois revólveres, uma espingarda e dois coletes à prova de balas da corporação foram furtados.
Os invasores entraram por uma janela dos fundos. Toda a delegacia foi revirada. A unidade da Polícia Civil funciona nas instalações de um antigo restaurante, imóvel de aluguel cedido pela prefeitura. A mudança para o endereço foi feita porque, anteriormente, a delegacia funcionava em uma casa prestes a desabar.
"Os agentes trabalham sem segurança nenhuma. Normalmente, os policiais levam objetos de valor apreendidos e armas para casa para evitar esse tipo de coisa (extravio)", afirma o diretor da regional Norte do Sindicato dos Servidores da Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindipol), Emerson Mota Rocha. O titular da delegacia de Mirabela está afastado por motivos de saúde. Com isso, quem responde pelo inquérito sobre o arrombamento é o delegado Lindon Batista Neves, de Montes Claros. Na delegacia de Mirabela, trabalham dois detetives e um escrivão.
"Tudo aconteceu de madrugada e ninguém viu nada. Ainda não temos suspeitos. Fizemos a perícia da delegacia e uma equipe foi enviada À cidade para levantar informações", disse Neves. Segundo ele, o caso foi reportado à delegacia regional de Montes Claros. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, o titular da unidade de Montes Claros está de férias. Faltam computadores e pátio para automóveis
Na unidade, faltavam computadores suficientes para atender a equipe. As carteiras de identidade eram feitas à moda antiga, com uso de máquinas de escrever. Depois de datilografados, os dados eram levados para a regional de Montes Claros, a 70 km de Mirabela, onde os documentos eram confeccionados.
Na época, um policial informou que um documento poderia levar até 30 dias para ficar pronto. Os carros apreendidos na cidade ficam expostos à ação de vândalos e ao tempo. Os veículos foram encontrados quebrados, com muita sujeira e até mesmo com plantas crescendo nos capôs.
O Tempo/Liberdade FM