Qui, 29 de Setembro de 2011 02:42
LOS ANGELES - O segundo dia do julgamento do médico Conrad Murray, único acusado pela morte de Michael Jackson, contou com a advogada da firma organizadora da turnê "This is It", que falou sobre os detalhes do contrato feito com o cardiologista. Segundo Kathy Jorrie, advogada de AEG Live, Murray tentou tirar seu nome do contrato, incluindo apenas o da sua empresa, mas a ela afirmou que não era possível. Ele também pediu um aparelho de ressuscitação cárdio-pulmonar (RCP) nos shows na arena em Londres. Ao perguntar se o local não teria um, o médico afirmou que não queria arriscar. "Voluntariamente ele me disse que Michael estava perfeitamente saudável, em excelentes condições", afirmou Jorrie.
Murray chegou a pedir US$ 5 milhões (cerca de R$ 8,5 milhões) para um ano de trabalho, acompanhando Jackson nos 50 shows da turnê em Londres. A AEG afirmou que o valor era muito alto e que Jackson não tinha como pagar. O contrato acabou sendo fechado com US$ 150 mil por mês (R$ 255 mil).
Murray, 58, era o médico pessoal de Jackson para a turnê e é acusado de homicídio culposo. Ele se diz inocente e enfrenta uma pena de até quatro anos de prisão, além da perda de sua licença médica. A defesa alega que Jackson foi responsável pela própria morte, mais de dois anos atrás, em 25 de junho de 2009, ao tomar medicamentes sem a presença do médico.
Folha/Liberdade FM