Dom, 02 de Outubro de 2011 23:50
ATENAS - O gabinete grego aprovou uma medida neste domingo para começar a reduzir o número de funcionários públicos, parte controversa do plano de austeridade destinado para a liberação dos empréstimos da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional) à Grécia. O plano cria uma "reserva trabalhista" permitindo que trabalhadores estatais recebam apenas pagamentos parciais e sejam demitidos um ano depois. O governo informou ainda que iria colocar 30 mil trabalhadores na reserva até o final deste ano. "A medida de reserva trabalhista foi aprovada de maneira unânime", disse à Reuters, em condição de anonimato, um vice-ministro que participou da reunião do gabinete, enquanto ela ainda estava em curso.
DEFICIT
A Grécia não atingirá as metas do déficit orçamentário de 2011 e de 2012 determinadas no plano de resgate, de acordo com números publicados pelo Ministério das Finanças neste domingo, após o gabinete aprovar o esboço do orçamento para 2012. O déficit orçamentário de 2011 ficará em 8,5% do PIB (Produto Interno Bruto) este ano, sem atingir a meta de 7,6%. Ele também será rebaixado para 6,8% do PIB no ano que vem, mas ainda assim não atingirá a meta do resgate, de 6,5%. "Ainda faltam três meses críticos para terminar 2011, e a estimativa final de 8,5% de déficit do PIB pode ser atingida caso os mecanismos de Estado e os cidadãos respondam de acordo", informou o Ministério das Finanças em comunicado divulgado neste domingo.
GREVE
No dia 22 de setembro, Atenas ficou sem transporte público -feira devido a uma greve que também afetou vários voos, já que os controladores aéreos participam da mobilização. Os sindicatos do transporte público convocaram a greve em protesto pelo plano de demissão. Todos os taxistas do país participam da greve, por serem contrários à liberalização da profissão, com o que as licenças serão abertas à livre demanda.
Novas greves estão convocadas para os dias 5 e 19 de outubro, pelos cortes que o governo imporá para cumprir as exigências da UE e do FMI. Além do plano de demissão, o governo planeja cortar 20% das aposentadorias acima de 1.200 euros.
Reuters /Liberdade FM