Qua, 28 de Dezembro de 2011 02:21
LONDRES - Um remédio quase "milagroso" que ajuda a emagrecer está prestes a chegar ao mercado. Um pesquisador inglês desenvolveu uma pílula que praticamente não tem efeitos colaterais - em alguns casos, pode causar apenas náuseas. A droga, que age como o hormônio relacionado à saciedade, foi comprada pela Pfizer e poderá estar no mercado até 2018.
O inventor do novo medicamento, o OAP-189, é Stephen Bloom, especialista em obesidade e professor do Imperial College London. Ele diz que a droga, que trabalha imitando o hormônio oxintomodulina, também poderá ser usada por pessoas que fizerem cirurgia de redução de estômago. Mas o principal objetivo é evitar que a operação seja necessária. "Pensei que poderíamos imitar a dramática perda de peso da cirurgia de redução de estômago eliminando a fome. Sem ela, a comida não é atraente", contou Bloom ao "Daily Mail".
Bloom começou aplicando três doses do hormônio diariamente em voluntários com sobrepeso e obesos, que perderam em média 2,5 kg em quatro semanas. Depois, reformulou a dose e a transformou OAP-189, que pode ser dada ao paciente diária ou semanalmente. A invenção foi comprada pela Pfizer e, agora, está nos estágios iniciais dos testes em humanos. Em princípio, os efeitos colaterais se limitariam à náusea, mas a OAP-189 terá que passar por mais uma extensiva bateria de testes até chegar ao mercado, o que deverá levar entre cinco e sete anos. Inicialmente, é possível que ela seja prescrita apenas para diabéticos, mas, depois, poderá chegar às farmácias.
Aprender técnicas de redução de estresse e de alimentação consciente pode evitar o ganho de peso, garantem pesquisadores da Universidade Elissa Epel (EUA). O estudo, publicado no "Jounal of Obesity", avaliou 47 mulheres estressadas e obesas, sendo que 24 delas foram designadas a um grupo de treino de consciência. As outras participaram do grupo controle. Nenhuma recebeu dietas, mas todas receberam informações sobre alimentação saudável e exercícios. Os treinos dos quais o primeiro grupo participou incluíam nove sessões semanais de duas horas e meia, nas quais as mulheres aprenderam a controlar o estresse e a comer conscientemente. Os resultados mostraram que as mulheres que aprenderam a identificar os seus sinais corporais e conseguiram reduzir o cortisol (hormônio do estresse) perderam mais gordura abdominal.
O Tempo/Liberdade FM